O Militante das Ordens Inicáticas


Quem é um Pedreiro Livre? É um artesão espiritual, um tijolo do Senhor dos Mundos.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A Coluna da Harmonia

O Pedreiro Livre traz peça valiosíssima do maçom Antonio Rocha Fadista, que avalia e sugere trilhas sonoras para as Ritualísticas realizadas em Templos Maçônicos.

Na ARLS DEUS, JUSTIÇA E FRATERNIDADE, 5, a Coluna da Harmonia está sob a batuta do Ir.'. James Fernandes de Araújo. Nosso Ir.'. James cumpre a missão de levar a Confraria à interiorização e sublimação, transmutando o stress do mundo profano em harmonia e suavidade.




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A Coluna da Harmonia

ANTÓNIO ROCHA FADISTA
M.'.I.'., Loja Cayrú 762 GOERJ / GOB – Brasil

Do site Portal Maçônico http://www.maconaria.net/portal/

Esta é a única Coluna de uma Loja Maçônica constituída por um só Irmão, o Mestre de Harmonia. No passado, a Coluna da Harmonia era composta pelo conjunto dos Irmãos músicos que contribuíam para o brilhantismo dos rituais e dos festejos maçônicos. Com o avanço tecnológico, os músicos foram substituídos pelos aparelhos eletrônicos, operados pelo Mestre de Harmonia.

Em seu sentido mais amplo, a Harmonia é a ciência da combinação dos sons, formando os acordes musicais. A palavra grega MOUSIKE significa não apenas música, mas também todas as formas de expressão que tenham por finalidade a criação da Beleza.

Pitágoras usava a música para fortalecer a união entre os seus discípulos, por entender que a música instruía e purificava a sua mente. Em sua Escola, a música era entendida como disciplina moral por atuar como freio aos ímpetos agressivos dos ser humanos.

O aprendizado empírico, revelado através dos sentidos, pode ser conseguido não só pela contemplação das belas formas e da beleza das figuras que nos rodeiam, mas também pela audição de ritmos e de melodias que acalmam os ímpetos e as paixões. Deste modo, angústia, anseios frustrados, agressões verbais, stress mental, podem ser eliminados pela audição de músicas suaves e agradáveis.

Em uma reunião maçônica deve-se tocar a música que melhor traduza os sentimentos dos Irmãos em cada momento do ritual.

Muitos compositores, nossos Irmãos, produziram belas músicas que merecem - e devem - ser ouvidas em nossos Templos. Entre essa plêiade, podemos citar: Mozart, Beethoven, Haendel, Sibelius, Franz Lizt, John Philipp Souza (de ascendência portuguesa), Luigi Cherubini, Antonio Salieri, Carlos Gomes (brasileiro), etc.

As primeiras composições maçônicas datam de 1723 e foram publicadas junto com a primeira Constituição de Grande Loja de Londres; São elas:

A Canção dos Aprendizes - Matthew Birkhead

A Canção dos Companheiros - Charles Delafaye

A Canção do Vigilante
- James Anderson

A Canção do Mestre
- James Anderson

Esta última, publicada em 1738 juntamente com a segunda edição das Constituições de Anderson.

No Brasil, foram compostas as seguintes obras:

Hymno do REAA - M.A . Silveira Neto e Jeronimo Pires Missel

Hino Maçons Avante - Jorge Buarque Lira e Mário Vicente Lima

Hino Maçônico
- D. Pedro I (D. Pedro IV de Portugal)

Canto Ritualístico Maçônico
- Francisco Sabetta e José Bento Abatayguara

Hino Maçonico para Abertura e Fechamento dos Trabalhos
- Otaviano Bastos

A Acácia Amarela
- Luiz Gonzaga (o rei do baião)

Além destas, existem também composições maçônicas para os Rituais de Iniciação, de Elevação e de Exaltação, de Reconhecimento Conjugal e de Pompas Fúnebres.

Tendo em vista o caráter universalista da nossa Ordem, o Mestre de Harmonia não deve programar a execução de música religiosa de nenhum tipo. Deste modo será evitado o constrangimento que um Irmão não católico poderá sentir ao ouvir, por exemplo, a Avé Maria de Gounod. Solos de música cantada também devem ser evitados. A música coral, como por exemplo o Hino Maçônico de D. Pedro I ou a Ode à Alegria, de Beethoven, poderá ser programada sem problemas, mas, na maioria das vezes, a música mais indicada é sempre a instrumental.

O Mestre de Harmonia previamente preparará o programa a ser executado, de acordo com o tipo de reunião e de acordo com o Ritual. Em uma Iniciação, no Rito Escocês Antigo e Aceito, podem ser destacados os seguintes momentos especiais, para os quais será programada uma música específica, que listamos a título de exemplo:

Entrada dos Candidatos - “A Criação” de Haydn - trechos que descrevem a passagem do Mundo do Caos para a Ordem e das Trevas para a Luz (Ordo ab Chao)

Oração ao GADU - “Cravo Bem Temperado” - Bach - Melodia que convida à concentração e à meditação

Taça Sagrada - “A Criação” - Trechos da abertura do Oratório que simbolizam a purificação e a ilusão profana

A Primeira Viagem - “Tempestade e Chuva” - Efeitos sonoros com ruídos de chuva, ventania e trovões. Coleção Action! Câmera! Music! Gravação do Reader’s Digest – Distribuição da Borges & Damasceno

A Segunda Viagem - “A Vitória de Wellington” - Beethoven - Adequada para acompanhar o toque “descompassado das espadas”.

Purificação Pela Água - “Música Aquática” - Haendel - música cujos efeitos sonoros acentuam o significado do evento

Terceira Viagem
- “Romance Para Violino nº 2” - Beethoven - Melodia que transmite a suavidade emocional do evento.

Purificação pelo Fogo
- “As Walquírias - Wagner - Cena do Fogo Mágico que reforça o sentido dramático do ritual.

Tronco de Beneficência
- “Pannis Angelicus” - Cesar Frank - marca o profundo significado da solidariedade.

Juramento
- “Prelúdio nº 1 em dó maior do Cravo Bem Temperado” - Bach - adequada para a meditação e que marca a solenidade do momento ritual.

LUZ
- “Assim Falou Zaratustra” - Strauss - Parte inicial do poema sinfônico que descreve o nascer do sol e o sentimento do poder de Deus sobre o homem. Aumenta o deslumbramento do momento culminante da Iniciação

Abraço do Venerável
- “Marcha Festiva” - Grieg - ( Suite Sigurd Jorsalfar - Opus 56 ).

Entrada dos Neófitos
- “Glória aos Iniciados” (Coro final da Ópera a Flauta Mágica, de Mozart) - Coro de Graças a Ísis e Osíris, e de congratulações aos Iniciados, que pela sua coragem conquistaram o direito à Beleza e à Sabedoria

Proclamações
- “Ode à Alegria” - Beethoven - Excerto Orquestral da Nona Sinfonia - deve ser tocada após cada uma das Proclamações. É um hino que traduz a alegria dos Irmãos ao receber os recém Iniciados.

Uma Sessão Econômica, por exemplo, não pode prescindir de dois ou três bons programas para a Harmonia, previamente programados. Isto permitirá variar as músicas executadas, evitando a monotonia da repetição.

A escolha de uma música para uma reunião maçônica exige do Mestre de Harmonia um mínimo de cultura musical, além da necessária sensibilidade para interpretar o significado de cada passagem do Ritual. Repetimos, a música deve estar em perfeita sintonia com cada momento da ritualística, induzindo nos Irmãos presentes a purificação de suas mentes, deixando-os tranqüilos e predispostos à emissão de sentimentos de amor e de fraternidade.

A música promove a exaltação das faculdades intelectuais e espirituais do ser humano. Ela atinge e aperfeiçoa a sensibilidade dos Irmãos, permitindo que eles vibrem em sintonia com os acordes da Harmonia Universal cujas leis tudo governam, e pelas quais a Maçonaria busca o aprimoramento moral e espiritual da Humanidade.



Posse na ARLS DEUS, JUSTIÇA E FRATERNIDADE, 5

Noite de 2 de Julho de 2012, aconteceu a Sessão Magna de Posse na ARLS Deus, Justiça e Fraternidade, 5, jurisdicionada à M.'.R.'. Grande Loja Maçônica do Estado do Maranhão, no Or.'. de São Luis, MA.

O novo Venerável Mestre, Ir.'. Wellington Henrique Reis Alves, foi empossado e constituiu seus OOf.'., dando início à sua Gestão, que terminará em 2013.

Alguns momentos:











terça-feira, 26 de junho de 2012

O Uso do Incenso

O Uso do Incenso



Texto adaptado de Leadbeater C. W. 33°. A Vida Oculta na Maçonaria.

Editora Pensamento SP

Diagramação: H. Marinho, MI.’. & Helena Maranhão, SRC.’.






A utilização de incenso é perfeitamente científica.

Todos os estudantes de ocultismo sabem que não há matéria morta, mas todos os seres e todas as coisas na natureza possuem e irradiam suas vibrações ou combinações de vibrações. Cada elemento químico tem, portanto, suas influências peculiares, que são úteis em certo sentido, e inúteis e mesmo nocivas noutros sentidos. Assim é possível, por exemplo, que quando se misturem diferentes essencias para serem queimadas como incenso, elas estimularão intensamente as emoções puras e nobres, mas também se podem fazer outras misturas cujas vibrações levantarão sentimentos indesejáveis.

Algumas pessoas são céticas neste ponto, porque a Humanidade está passando atualmente por um estágio de evolução em que o desenvolvimento se contrai à mente concreta, a qual mostra furiosa intolerância a respeito do que não tenha sido estudado de uma maneira especial. Bem sabemos quão difícil tem sido, até tempos recentes, o reconhecimento de fenômenos metafisícos, tais como os da telepatia e clarividência, e de todos os que escaparam da observação da Ciência mais materialista.
Chegou o tempo em que as pessoas começam a perceber que a vida é cheia de influências invisíveis, cujo valor pode apreciar os indivíduos sensitivos. O efeito do incenso é um exemplo desta classe de fenomenos, como também o é o resultado da utilização de talismãs e de certas pedras preciosas que vibram cada qual com sua própria tônica e tem o seu valor peculiar. Tudo isso não é de tal importância que devemos empregar muito tempo em sua consideração, mas cada coisa produz seu efeito e, portanto, as pessoas sensatas não devem desdenhar este assunto.





O incenso usado nas Ritualísticas tende a purificar parte da natureza humana chamada corpo astral, pois está confeccionado com gomas que irradiam vibrações intensamente purificadoras. O seu efeito é semelhante ao de aspersão de desinfetante que, ao esparzir-se pelo ar, destrói agentes patogénicos, ainda que o incenso atue em níveis mais elevados de matéria mais sutil. Também produz o efeito de atrair os habitantes de mundos ultra-terreno, cuja presença favorece os nossos trabalhos, além de expulsar as entidades que poderiam impedir o bom direcionamento das atividades.
Dois dos componentes mais importantes do incenso são úteis para o nosso trabalho: o Benjoim e o Olíbano. O Benjoim é potente purificador, dissipa os pensamentos e emoções grosseiras. O Olíbano estabelece um ambiente harmonioso e devocional, estimulando o Corpo Astral nas emoções, que capacitam as pessoas a responderem às influências superiores. A essência de rosas (musgosa ou branca) complementa a eficácia do efeito produzido.

Se o incenso é inteligentemente magnetizado, seu poder é enormemente aumentado. Assim, por exemplo, ao focalizar-se a força de Vontade no Olíbano, com o propósito de sossego e devoção, pode centuplicar-se a sua influência. Por esta razão, nas igrejas, o celebrante abençoa o incenso, e nas Lojas o V.’.M.’. tem de magnetizá-lo com a qualidade que considere mais necessária aos trabalhos do dia. A aspersão de água benta nas igrejas é outro meio de produzir o mesmo resultado; mas o incenso tem a vantagem que se difundir através do ar e sempre que haja uma simples partícula, leva em si a purificação e benção.

Convém que em todas ocasiões e especialmente na Loja, os Iir.’. mantenham em suas mentes fortes vibrações de emoção e pensamento, para maior eficácia dos trabalhos. Se o Irmão se esforça em colocar-se em melhores condições mental e emocional, o incenso lhe oferecerá uma forte corrente vibratória que o ajudará a elevar seu nível de consciência e alcançar calma e estabilidade.

Há aqueles que demonstram preconceito contra o uso de incenso, por suporem ser exclusivos da Igreja Romana e algumas Anglicanas. Mas, para aqueles que estudam outras religiões, sabem que todas elas usam o incenso sob uma ou outra forma. Os incensos ardem desde as cerimônias de Mitra até os templos Hinduístas, Xintoístas, Jainistas, Maçônicos, Rosacruzes, Terreiros de Candomblé e Umbanda da Africa e no Brasil.

Todas essas pessoas aproveitam e fazem uso do incenso, cujos efeitos benéficos são conhecidos. Porque não haveríamos de usá-lo?